13 de mar de 2015

A atividade arquitetônica no Brasil Colonial começa a partir de 1530, quando a colonização ganha impulso com a criação das Capitanias H...

Arquitetura Colonial no Brasil

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A atividade arquitetônica no Brasil Colonial começa a partir de 1530, quando a colonização ganha impulso com a criação das Capitanias Hereditárias e a fundação das primeiras vilas.

Durante este período, os colonizadores importaram as correntes arquitetônicas da época, adaptando-se às condições materiais e socioeconômicas locais. Inicialmente, a arquitetura colonial utilizou as técnicas da taipa-de-pilão e pau-a-pique, de rápida construção e que utilizavam materiais abundantes na colônia: barro e madeira. Logo se adotaram também as alvenarias de pedra ou tijolos de adobe para levantar paredes, que permitiam a construção de estruturas maiores e a inclusão de madeiramento para pisos e tetos.

Outras cidades fundadas no século XVI, como Olinda (1535) e o Rio de Janeiro (1565), caracterizam-se por terem sido fundadas perto do mar mas sobre elevações do terreno, dividindo-se o povoamento em uma cidade alta e uma cidade baixa. De maneira geral a cidade alta abrigava a parte habitacional e administrativa e a parte baixa as áreas comercial e portuária. Essa disposição obedeceu as considerações de defesa, uma vez que nos primeiros tempos os assentamentos coloniais corriam constante risco de ataques indígenas e europeus de outras nações. De fato, quase todas os primeiros povoados fundados pelos portugueses contavam com muros, paliçadas, baluartes e portas que controlavam o acesso ao interior.



A chegada dos Jesuítas influenciou de maneira drástica o estilo colonial. Começaram a erguer edificações religiosas barrocas (igrejas, mosteiros, colégios e conventos) localizados na cidade alta, recebendo destaque na paisagem urbana.

As residências urbanas deste período eram construídas sobre o alinhamento das vias públicas e sobre os limites laterais dos terrenos. Não deixavam espaços para recuos e jardins, pois estes últimos são complementos recentes, introduzidos nas residências brasileiras somente no século XIX.A uniformidade do terreno correspondia à uniformidade dos partidos arquitetônicos: as casas eram construídas de forma uniforme e, em certos casos, essa padronização era fixada em Cartas Régias ou em posturas municipais. Dimensões e números de aberturas, altura dos pavimentos e alinhamentos com as edificações vizinhas foram exigências correntes no século XVIII. Revelam uma preocupação formal cuja finalidade era manter o aspecto português nas vilas brasileiras.

A arquitetura deste período são rebuscadas, detalhistas e expressam as emoções da vida e do ser humano. O barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, embora com o passar do tempo fosse assumindo características próprias.



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