17 de mar de 2015

Drywall é o sistema para construção de paredes e forros mais utilizado na Europa e nos Estados Unidos. Por fora, assemelha-se à uma par...



Drywall é o sistema para construção de paredes e forros mais utilizado na Europa e nos Estados Unidos. Por fora, assemelha-se à uma parede de alvenaria. Por dentro, combina estruturas de aço galvanizado com chapas de gesso de alta resistência mecânica e acústica, produzidas com rigoroso padrão de qualidade.

A palavra drywall significa na sua íntegra, “parede seca”, que por sua vez representa a idéia de construção a seco, isto porque dispensa os métodos convencionais de alvenaria na construção, onde a sujeira e lamaceiro estão sempre presentes. O sistema de vedações em drywall se aplica normalmente no lado interno da obra, mas existe também o drywall externo, variando somente no tipo de estrutura, chapa e acabamento.

Vantagens:

- Flexibilidade dos projetos, permite uma maior criação do arquiteto e do morador.

- Leveza, a estrutura pesa apenas 15% do equivalente em alvenaria.

- Resistência a impactos, o material é resistente aos impactos de uma construção.

- Espessura menor, permitindo uma maior área útil em uma construção.

- Conforto climático, o gesso, matéria-prima das chapas para drywall, tem a propriedade natural de atuar como regulador do clima, mantendo o grau de umidade em equilíbrio, retirando a umidade do ar quando está elevada e a devolvendo quando o ar está seco. Isso atenua as variações da umidade relativa do ar.

- Conforto térmico, o uso de lã mineral ou de vidro no interior das paredes, tetos e outros revestimentos em drywall permite um conforto térmico maior.

- Conforto acústico, paredes em drywall tem um isolamento acústico maior que paredes de alvenaria.

- Resistência ao fogo, o gesso proporciona uma elevada proteção contra incêndios.

- Rápida instalação, a obra é mais rápida e limpa.

- Execução simplificada de instalações elétricas e hidráulicas, em caso de necessidade de manutenção, basta recortar um pedaço da parede. A obra é mais simples e limpa.

Desvantagens:

- As paredes de drywall perdem um pouco da resistência quando submetidas a altas temperaturas (fogo);

- Para sustentar sobrecargas maiores de10kg, é necessário fazer a fixação no perfil metálico. Para pesos superiores a 18kg, é necessário fazer um reforço com chapas ou perfis de aço ou madeira. Se esse reforço não for planejado antes da construção, será necessário abrir uma das faces da parede;

- Para a instalação de ganchos para uma rede de balanço, por exemplo, há necessidade de se fazer cálculo estrutural e fazer uma estrutura independente daquela usada para fixar as placas;

- É um estimulo a proliferação de insetos nos vazios dos painéis (especialmente a traça);

- As placas de gesso não podem ter contato direto com a água e, portanto, não são indicadas para áreas externas (existem as placas verdes que são especiais para áreas molhadas, mas também só funcionam com revestimento cerâmico e custam até 20% mais caro).

16 de mar de 2015

Muitos arquitetos consideram a integração com a paisagem um dos primeiros princípios das construções sustentáveis. Haruyoshi Ono define...



Muitos arquitetos consideram a integração com a paisagem um dos primeiros princípios das construções sustentáveis. Haruyoshi Ono define paisagismo como: “Arte e ciência de criar e planejar a paisagem dos espaços habitados ou modificados pelo homem.” Refere-se o autor à Arquitetura Paisagística Cultural, isto é, a paisagem com a interferência do homem. Ler uma paisagem é temporal. Hoje em dia, tudo o que o homem vê e admira numa paisagem, o homem pré-histórico já fez, pois ele instalou-se e fixou-se numa determinada paisagem e ali ele criou o seu espaço.
Entendemos como arquitetura sustentável a criação de uma harmonia entre a obra final, o seu processo de construção e o meio ambiente. Pretendendo evitar em cada um dos passos agressões desnecessárias para o ambiente, otimizando processos de construção, reduzindo os resíduos resultantes e diminuindo os consumos energéticos do edifício. Tendo ainda como objetivo que a construção atinja um nível de conforto térmico e de qualidade do ar adequado, reduzindo assim, a necessidade da utilização de sistemas de ventilação ou aquecimento artificiais.



O arquiteto Nelson Dupré, que tem obra certificada pelo selo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), da Fundação Vanzolini, sugere alguns caminhos para articular harmoniosamente o diálogo entre a arquitetura e a paisagem.
• O projeto deve avaliar o local onde será inserido e levar em consideração as características já existentes: o ambiente construído, a paisagem natural e o clima.
• Sistemas construtivos, materiais e procedimentos serão determinantes para integrar ou realçar o novo elemento no território.
• Em áreas rurais, onde a natureza geralmente é mais preservada, o desenho pode tornar-se uma ferramenta de valorização da paisagem.
• Já em centros urbanos, uma arquitetura de traços fortes, que se destaque, permite revitalizar o lugar.
• O projeto deve avaliar o local onde será inserido e levar em consideração as características já existentes: o ambiente construído, a paisagem natural e o clima.
• Sistemas construtivos, materiais e procedimentos serão determinantes para integrar ou realçar o novo elemento no território.
• Em áreas rurais, onde a natureza geralmente é mais preservada, o desenho pode tornar-se uma ferramenta de valorização da paisagem.
• Já em centros urbanos, uma arquitetura de traços fortes, que se destaque, permite revitalizar o lugar.

13 de mar de 2015

A atividade arquitetônica no Brasil Colonial começa a partir de 1530, quando a colonização ganha impulso com a criação das Capitanias H...



A atividade arquitetônica no Brasil Colonial começa a partir de 1530, quando a colonização ganha impulso com a criação das Capitanias Hereditárias e a fundação das primeiras vilas.

Durante este período, os colonizadores importaram as correntes arquitetônicas da época, adaptando-se às condições materiais e socioeconômicas locais. Inicialmente, a arquitetura colonial utilizou as técnicas da taipa-de-pilão e pau-a-pique, de rápida construção e que utilizavam materiais abundantes na colônia: barro e madeira. Logo se adotaram também as alvenarias de pedra ou tijolos de adobe para levantar paredes, que permitiam a construção de estruturas maiores e a inclusão de madeiramento para pisos e tetos.

Outras cidades fundadas no século XVI, como Olinda (1535) e o Rio de Janeiro (1565), caracterizam-se por terem sido fundadas perto do mar mas sobre elevações do terreno, dividindo-se o povoamento em uma cidade alta e uma cidade baixa. De maneira geral a cidade alta abrigava a parte habitacional e administrativa e a parte baixa as áreas comercial e portuária. Essa disposição obedeceu as considerações de defesa, uma vez que nos primeiros tempos os assentamentos coloniais corriam constante risco de ataques indígenas e europeus de outras nações. De fato, quase todas os primeiros povoados fundados pelos portugueses contavam com muros, paliçadas, baluartes e portas que controlavam o acesso ao interior.



A chegada dos Jesuítas influenciou de maneira drástica o estilo colonial. Começaram a erguer edificações religiosas barrocas (igrejas, mosteiros, colégios e conventos) localizados na cidade alta, recebendo destaque na paisagem urbana.

As residências urbanas deste período eram construídas sobre o alinhamento das vias públicas e sobre os limites laterais dos terrenos. Não deixavam espaços para recuos e jardins, pois estes últimos são complementos recentes, introduzidos nas residências brasileiras somente no século XIX.A uniformidade do terreno correspondia à uniformidade dos partidos arquitetônicos: as casas eram construídas de forma uniforme e, em certos casos, essa padronização era fixada em Cartas Régias ou em posturas municipais. Dimensões e números de aberturas, altura dos pavimentos e alinhamentos com as edificações vizinhas foram exigências correntes no século XVIII. Revelam uma preocupação formal cuja finalidade era manter o aspecto português nas vilas brasileiras.

A arquitetura deste período são rebuscadas, detalhistas e expressam as emoções da vida e do ser humano. O barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, embora com o passar do tempo fosse assumindo características próprias.



11 de mar de 2015

Como o berço dos movimentos artísticos e literários, a Europa tem baseado sua arquitetura principalmente em contextos religiosos, com u...



Como o berço dos movimentos artísticos e literários, a Europa tem baseado sua arquitetura principalmente em contextos religiosos, com uma forte ascensão da Igreja Católica, que é vista como a protagonista da Arquitetura Europeia, a partir de um pensamento que essas construções deveriam ser um “palco divino”.

A Arquitetura da Europa está diretamente ligada à sua história, que compreende temas subjacentes como Arquitetura da Idade Média,  Arquitetura da Renascença, Arquitetura Barroca, entre outros.

Na Arquitetura Medieval, está presente a maior influência da Igreja, no qual os edifícios eram compostos por paredes espessas e maciças que refletiam toda a insegurança causada pelas guerras e invasões que ainda tomavam a Europa. As igrejas contavam com uma ornamentação mínima dominada por linhas de sentido horizontal. Além disso, as construções contavam com poucas janelas, geralmente produzidas por arcos semicirculares. Usualmente chamado de românico, esse tipo de construção predominou na Europa até o século XII. Após este período, surge o estilo gótico nos centros urbanos europeus. A construção tinha um aspecto mais leve, com uso de enormes janelas com vitrais multicoloridos.



Já a Arquitetura Renascentista é caracterizada pelo resgate da Antiguidade Clássica e com marcas da distribuição espacial matemática das edificações, pois estão dispostas de modo que as pessoas entendam a lei que as regem e estruturam. Este estilo tem como base medidas em relação ao homem, assim como a Arquitetura Grega, em que o homem é a medida de todas as coisas. Enquanto que a Arqutetura Romana busca mais a monumentalidade do que a escala humana. O estilo Renascentista procurava associar a visão do mundo cristão com este universo considerado pagão pela Igreja Católica.

A Arquitetura Barroca está diretamente ligada  à Contra-Reforma, um movimento dentro da Igreja Católica que buscava modificar-se em resposta à Reforma Protestante  A Arquitetura Barroca e seus enfeites eram por um lado mais acessíveis para as emoções e, por outro lado, uma declaração visível da riqueza e do poder da Igreja. O novo estilo manifestou-se, em particular, no contexto das novas ordens religiosas, como os Teatinos e os Jesuítas que visavam melhorar a piedade popular. O barroco conseguiu no urbanismo algo até então pouco comum, a composição urbanística rigorosa com confluência das ruas para praças, pontes como ponto de observação da cidade, um local muito bem definido e com uma carga alegórica e simbólica muito grande e a ideia de cidade capital, ou seja, uma cidade administrativa.



7 de mar de 2015

O designer de interiores holandês Robert Kolenik criou uma ilha de cozinha que inclui um grande aquário abaixo da bancada. Segundo Ko...



O designer de interiores holandês Robert Kolenik criou uma ilha de cozinha que inclui um grande aquário abaixo da bancada.
Segundo Kolenik, o balcão da ilha levanta-se facilmente sem esforço apenas pressionando um botão. Além de ser um objeto de design único, é surpreendentemente funcional.

Um aquário de dimensões aparentemente grandes com sua forma em L, esconde um generoso espaço para o armazenamento de equipamentos de cozinha. Está disponível em uma edição limitada e pode ser feito sob medida.




Designer: ROBERT KOLENIK

28 de jan de 2015

Na hora de construir uma casa, analisar a posição solar pode ser fundamental para um melhor conforto térmico. Por isso, é necessário pl...



Na hora de construir uma casa, analisar a posição solar pode ser fundamental para um melhor conforto térmico. Por isso, é necessário planejar e pensar cuidadosamente na questão das orientações solares. De modo geral, para quem vive no Hemisfério Sul, pode-se dizer que a orientação Norte é a que atende, de maneira mais satisfatória, às principais demandas da maioria dos usuários.
Existe um nível mínimo de insolação diária: sol quando se precisa de calor no inverno, e sombra quando não se quer calor no verão. Quanto mais para o Sul se vive, mais válido é esse conceito. Isso se deve à variação dos ângulos que o sol forma com a superfície da Terra em seu movimento aparente, nas diferentes épocas do ano.



No inverno, o sol forma um ângulo pequeno em relação à superfície da Terra. Sendo assim, as fachadas voltadas para o Norte ficam banhadas de sol durante quase o dia todo. Os cômodos com a face para o Norte têm sol das 9h às 15h, aproximadamente. Isto evita o sol de fim de tarde, proporcionando mais conforto térmico aos dormitórios durante a noite.  Isso porque o ângulo que o sol forma com a superfície da Terra durante o verão é maior. Portanto, ao meio-dia, o sol está a pino, incidindo com força nas coberturas dos edifícios.
A orientação Sul costuma ser problemática, pois não recebe sol durante o inverno e, no verão, os raios incidem somente nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da tarde. Escolha voltar para essa direção apenas cômodos secundários ou de permanência transitória, como escadas, depósitos, garagem, entre outros. Deve-se dar uma atenção especial aos problemas que podem ser causados pela falta de luminosidade nesses ambientes, como umidade e mofo.



Por sua vez, a orientação Sudeste pode ser boa para áreas de serviço. Por último, as orientações Leste e Oeste apresentam características parecidas em relação à incidência dos raios solares, mas em horários diferentes do dia. As fachadas voltadas para o Leste recebem sol pela manhã. Já nas fachadas direcionadas para o Oeste, o sol bate à tarde. Ambientes voltados para o Oeste, no entanto, costumam ser mais quentes, já que o sol da tarde é mais intenso e deixa o imóvel com temperaturas mais altas à noite.

24 de jan de 2015

Em diversas localidades do Brasil, mas em especial na Região Sul, são evidentes as marcas dos imigrantes alemães. O estado de Santa Cata...


Em diversas localidades do Brasil, mas em especial na Região Sul, são evidentes as marcas dos imigrantes alemães. O estado de Santa Catarina é considerado o mais alemão do Brasil. Aproximadamente 20% da sua população é de ascendência alemã, a maior porcentagem dentre os estados brasileiros. As cidades do interior do estado ainda preservam a arquitetura germânica das casas, bem como a língua alemã e festas populares, como a Oktoberfest, são marcas fortes da imigração alemã no Sul do Brasil.

A arquitetura enxaimel, um dos traços mais visíveis da colonização, é marca registrada de diversas cidades catarinenses e gaúchas. Esse tipo de construção caracteriza-se por seus grandes telhados e pela madeira aparente na fachada. Além de fortes, as casas eram baratas e de construção simples, mas para adaptar a técnica construtiva ao clima local, foi necessária a implantação, por conta da elevada umidade, de uma estrutura feita de pedra que sustenta as construções evitando que a madeira molhe.


Enxaimel quer dizer enchimento. Primeiro, era construído o esqueleto da casa, todo de toras grossas de madeira. Entre as vigas verticais eram colocadas as horizontais e, nas extremidades das paredes, algumas em ângulo, para evitar inclinação. Pronta a “caixa”, os espaços eram completados com materiais disponíveis de acordo com a região: no Rio Grande do Sul, há fechamentos com taipa, barro socado, tijolos maciços rebocados e até mesmo pedra grês cortada; em Santa Catarina, há maior ocorrência de tijolos maciços sem uso de reboco.

O Vale do Itajaí e o Norte do estado de Santa Catarina têm uma das maiores concentrações deste modo construtivo na América. Os municípios de Indaial, Blumenau, Joinville, São Bento do Sul, Timbó e Pomerode têm número significativo de enxaiméis.

No Paraná essa técnica é encontrada na localidade de Marechal Cândido Rondon, a cidade mais alemã do Paraná e em áreas preservadas na região de Curitiba além de pequenas casas rurais em localidades isoladas no norte do Paraná,como em Rolândia, Cambé e Warta (distrito de Londrina).

No Rio Grande do Sul, se destacam os municípios emancipados da antiga colônia alemã de São Leopoldo (Ivoti, Dois Irmãos, Picada Café, Santa Maria do Herval, Morro Reuter, Linha Nova), a região do alto Taquari (Teutônia, Imigrante, Colinas) e ainda algumas localidades rurais de Nova Petrópolis e Gramado.

Em São Paulo encontra-se em algumas casas de bairros tipicamente alemães, como Santo Amaro e Bresser. É muito frequente nas cidades de Campos do Jordão e Holambra, e há também em regiões mais isoladas e preservadas do interior do estado.